O extintor BC (foto à esq.) apaga fogo em combustíveis e materiais elétricos; o ABC (à dir.) inclui também sólidos que pegam fogo, como papel

Novo extintor será obrigatório em 2010

Motor: Novo extintor será obrigatório em 2010

A Resolução 157, de 2004, do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) normaliza o uso de extintores no País. Segundo ela, todos os veículos produzidos no Brasil a partir de 2005 devem contar com o extintor contra incêndio das classes ABC. Anteriormente, a legislação determinava o uso do tipo BC.

Proprietários de carros fabricados antes de 2005 devem providenciar até 31 de dezembro de 2009 a troca pelo modelo que passa a ser obrigatório pela 157.

A obrigatoriedade está distante. Porém, é bom estar atento quanto à norma, pois a irregularidade acarretará em infração de natureza grave, que onera o condutor em R$ 127,69, além de cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Também é necessário que o equipamento possua o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). A ausência da certificação também incide em infração grave. Com a portaria, as exceções para a obrigatoriedade de portar o novo equipamento são as motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos automotores sem cabine fechada, tratores, veículos inacabados ou incompletos, veículos de exportação e de coleção. As novas regras ainda prevêem algumas observações importantes, como não utilizar o cilindro que esteja amassado, enferrujado ou com o manômetro (instrumento que mede a pressão) no vermelho.

ESPECIFICIDADES - Mas qual a diferença entre os extintores BC e ABC? A classe B sintetiza o fogo em combustíveis líquidos como o óleo, a gasolina, o álcool, o metanol, entre outros. Já a C diz respeito a materiais elétricos energizados, como por exemplo a bateria, fiação elétrica e outros dispositivos que podem provocar um curto-circuito.

A categoria A representa materiais sólidos combustíveis, como papéis, madeira, revestimentos, estofamentos, pneus, painéis, tapetes, puxadores, etc. Ainda existe a classe D, projetada para apagar metais que estejam pegando fogo, o que é raro. O novo extintor utiliza como agente o pó químico à base de monofosfato de amônia e sulfato de monoamônio. O antigo usava pó químico seco à base de bicarbonato de sódio.

Outra novidade diz respeito à vida útil do equipamento. O cilindro passa a ter validade de cinco anos (contra os três anos de validade atuais) e não é permitida a reciclagem. Uma vez utilizado, o motorista deve descartá-lo e adquirir um novo. Hoje, o custo de um extintor ABC varia entre R$ 40 e R$ 50, contra R$ 30 do modelo BC lacrado e R$ 15 para o recondicionado.

CURIOSIDADE - O extintor de incêndio em automóveis não é equipamento obrigatório em países como Estados Unidos, França, Suécia, Bélgica, Noruega, Espanha, Canadá e Japão, entre outros. As legislações desses países são mais exigentes em termos de segurança e a fiscalização, muito mais rígida.

Nos EUA, para a NHTSA (sigla em inglês da Administração Nacional de Segurança no Tráfico), o risco de o condutor se queimar tentando apagar o fogo é considerado tão alto, que o argumento teve peso crucial na revisão da legislação que manteve a não obrigatoriedade do item para os carros.

Para reduzir os riscos, o órgão norte-americano cria normas cada vez mais rigorosas para o corte de combustível, que evita que o sistema de alimentação dos veículos continue funcionando depois de uma batida.

Em contrapartida, em países como Brasil, Argentina, Costa Rica, Chile, Guatemala e El Salvador, o componente é obrigatório.


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