Ex é suspeita de mandar matar dono do Friboi

Ex é suspeita de mandar matar dono do Friboi

A ex-mulher do diretor executivo da divisão de alimentos do frigorífico JBS Friboi, Humberto Campos de Magalhães, de 43 anos, morto a tiros em seu carro em dezembro de 2008, é suspeita de ser a mandante do crime. Ela foi presa temporariamente ontem por policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e está em uma cela do 89 º Distrito Policial (Portal do Morumbi). Na próxima segunda-feira, a defesa deve entrar na Justiça com pedido de revogação da prisão temporária de 15 dias, que pode ser prorrogada pela Justiça por mais 15.

A polícia pediu a prisão temporária de Giselma Magalhães, de 44 anos, depois de descobrir que a ligação que o ex-marido dela recebeu no dia do crime partiu do aparelho celular do filho mais novo deles, um jovem de 17 anos. "O principal (motivo) é que a vítima foi atraída para o local do assassinato porque o autor do crime usou o telefone celular do filho adolescente do casal. A partir daí conseguimos indícios e provas que possibilitaram o pedido de prisão temporária”, disse o delegado do DHPP Marcos Carneiro.

Segundo ele, na ligação, a pessoa teria dito a Magalhães que o filho havia sofrido convulsão. Desesperado, o executivo saiu com sua Mercedes Benz C320 para a Rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, zona oeste, dirigiu alguns metros e tocou a campainha da casa de número 85 da Rua Alfenas.

A casa pertence a um aposentado de 50 anos que contou a polícia que, naquele dia, Magalhães estava nervoso e tocou a campainha diversas vezes. Quando o aposentado atendeu, o executivo perguntou pelo filho. Ao receber a informação de que o jovem não estava lá, Magalhães entrou no carro, dirigiu alguns metros e estacionou em frente ao número 61 da mesma via. Foi quando um motoqueiro parou ao lado do veículo. Eles conversaram alguns instantes e o motoqueiro efetuou dois disparos contra Magalhães. Um dos tiros acertou o abdome e o outro pegou a perna esquerda.

PASSIONAL

Para a polícia, o crime teria sido passional. Isso porque o casal estava separado havia cerca de um ano e tem um histórico de brigas constantes. O processo do divórcio era litigioso e Magalhães, antes de morrer, morava havia cinco meses com outra mulher.








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