Torres teria 76 anos

Advogado está sumido há 2 anos

Advogado está sumido há 2 anos

O desaparecimento do advogado João Torres, 76 anos, completa dois anos neste mês. Ele residia em Penápolis, onde também possui uma fazenda.

O boletim de ocorrência informando o desaparecimento foi registrado no DHPP (Departamento de Homicídio da Polícia Civil) de São Paulo em 10 de janeiro de 2005, pela companheira de Torres, Rosiane Cristina Giachini Fernandes.

Na ocasião, ela informou à polícia que o advogado estava desaparecido desde 1º de dezembro de 2004, data em que deveria viajar para São Paulo. Um amigo de Torres, que também é advogado, teria estranhado o fato dele não dar notícias.

Segundo um dos filhos do primeiro casamento de Torres, João Fernando Torres, um dia após registrar o desaparecimento de Torres, Rosiane foi receber o pagamento do aluguel de um imóvel do advogado, apresentando o boletim de ocorrência. "No entanto, o pagamento deveria ser feito em juízo no caso do aparecimento do meu pai", comenta.

Ele também comenta que existem várias incoerências no boletim de ocorrência registrado por Rosiane.

No documento consta que ele não usava óculos, tinha todos os dentes e porte atlético. No entanto, João Fernando afirma que o pai sempre usou óculos, perdera alguns dentes e que era sedentário, não podendo ter porte atlético.

Outro fato que intriga o filho de Torres é que quatro dias após notificar o desaparecimento do advogado, Rosiane entrou com ação na 2ª Vara da Família de São Paulo requerendo a curatela - administração dos bens - que teria sido concedida em caráter liminar no dia 19 de janeiro de 2005. "Chama a atenção o fato das testemunhas do desaparecimento serem um faxineiro do prédio em que meu pai ficava quando ia a São Paulo, um suposto sócio do advogado dela e o caseiro da fazenda de meu pai", comenta.

O delegado titular de Penápolis, Mauro Gabriel, também participa das investigações, não dá declarações sobre o caso. Devido várias denúncias de que o corpo de Torres estaria enterrado na fazenda da família, a Justiça autorizou que fossem feitas escavações no local, porém, nada foi encontrado.

Em agosto deste ano novas escavações foram feitas na residência do advogado, na rua Dr. Ramalho Franco, em Penápolis. O trabalho foi acompanhado por policiais militares, mas nada foi encontrado.






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